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domingo, outubro 7

Sadness

                                                                                                                           13 de outubro de 2012

Querido Diário,

Engraçado hoje eu acordei com a estranha vontade de resgatar a minha vida antiga! Há quanto tempo não nos encontrávamos, né? A sua última folha preenchida, era sobre como minhas férias de verão foram frustradas pois quebrei o braço; e isso foi quando eu tinha 7 anos, muito tempo não é?! Me desculpe, você deve compreender que quando eu era criança era complicado escrever em suas enormes folhas amareladas, mas hoje enquanto eu arrumava umas caixas que estavam no sótão eu lhe encontrei e decidi voltar a escrever.

Hoje ele veio até aqui, ainda somos vizinhos, incrível como o tempo foi gentil com aquele garoto!! Nossas mães ainda são amigas, e semana passada ele me convidou para ir tomar um sorvete e conhecer uns amigos. Me arrumei da melhor forma possível, não mais como antes com as meias coloridas e o vestidinho florido, dessa vez coloquei um salto!! A história dos meus primeiros passos com aqueles saltos malditos foi constrangedora, parecia que ele ia morrer de tanto rir da minha cara.

Meu nome ainda parece uma suave melodia quando é pronunciado pela voz dele, nem que seja para me chamar à atenção quanto a altura da minha saia. Aliás ele e meu pai vivem reclamando sobre isso, e dizem que eu devia andar só de calças!! Eles se dão bem, ele e meus pais...Mas infelizmente (desculpe-me se nesse momento eu ensopei suas páginas com minhas lágrimas), ele veio hoje aqui em casa para me contar que está namorando com a garota mais perfeita desse mundo, que não sou eu.

Eu não sou como ela, e ele só vai me ver como a melhor amiga, a menina que vivia na casa dele brincando mas nunca a garota perfeita. Nunca a líder de torcida, sempre a nerd. Nunca a vencedora, sempre se contentando com o segundo lugar, apenas o lugar da melhor amiga.

domingo, junho 17

Quando dá vontade de mudar...


Simplesmente não aguento mais essa vida apática do interior, onde tudo e todos tentam ser bonzinhos o tempo inteiro, onde não se pode revolucionar no estilo, na atitude ou na aparência, onde qualquer gesto seu pode modificar a forma das pessoas agirem contigo.

Não sirvo pra viver isolada mas, me obrigo. Não vivo para agradar os outros, mas sustento seus olhares denegrindo-me por dentro. E é assim que passo meus dias. A rotina que nunca muda, a ironia tomando conta de meus atos, a indiferença nos meus argumentos e a impossibilidade da liberdade.

Não é que não posso viver. Tento. Tenho verdadeiros amigos, é claro. Amo ler e transformo as páginas em minhas companhias diárias. Minha família não é perfeita, mas agradeço por ter uma. 

O problema é que não consigo escapar dessa rotina, escola/casa/cursos e queria ser livre para, pelo menos, não ser repreendida em coisas banais, para poder ter uma auto-estima e que ninguém tente acabar com ela.

É claro que sempre há pessoas que se mostram porque derrubam os outros, mas, é que sou tão nova e minha cabeça não consegue aceitar que mais pessoas me odeiam do que me amam. 

Quero mudar, ser feliz. Posso pintar meu cabelo de verde, colocar alguns piercing´s, fazer tatuagens em cada parte do corpo, raspar os lados do meu cabelo, andar de meia e chinelo pela cidade, mas, mesmo assim, não vai ser uma mudança verdadeira.

Pode chegar ao termo radical, mas nunca ao verdadeiro. Pode ser uma forma de chamar atenção e, é claro, de ser repreendida mais uma vez. Chegando, novamente, ao que me encontro agora. Com essa imensa vontade de mudar.

sábado, fevereiro 11

É...


Não se desanime pelo que os outros dizem ou pensam de você, cabeça erguida, não se iniba pela risada alheia, não se deixe levar pelas fofocas e nem pelos olhares, não se submeta ao que os outros quiserem fazer com você, REAJA! Aquele que ri de você, pode ser o invejoso. Aquele que faz fofocas a seu respeito, pode ter uma vida cheia de mentiras. Aquele que tenta te humilhar, pode querer ser como você. Aquele que te olha de uma maneira estranha pode simplismente não te conhecer, ser uma maria-vai-com-as-outras ou até te admirar, por você ser algo como ele não é e queria ser.