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sábado, novembro 8

Just one more time

De amores em amores estou aqui hoje par continuar com a série de amores que coleciono nessa vida. Mais uma vez acredito ter encontrado minha alma gêmea, acredito que dessa vez, de fato, é tudo diferente, acredito nas palavras que não são ditas, acredito que ele é diferente de todos e, mais uma vez, idealizo a minha quarta ou quinta ou sexta cara metade. Li os últimos textos do Jujubas e acredito que o Enem abale com o meu sentimental, porque hoje, véspera de Enem, ao invés de estudar, estou aqui para contar para algum mero mortal que por acaso aterrize no Jujubas.
Talvez o atual não seja o maior símbolo de beleza que há na região. Sim, o amor passado era um tanto mais agradável ao meus olhos, que, lentamente, estão se adaptando a um novo estereótipo onde o que se pensa é muito mais do que se mostra. Este é outro que também me faz muito feliz (pelo jeito não é muito difícil me fazer feliz). O que mais gosto nesse novo amor é de como ele fala; acredito que sou capaz de passar horas só ouvindo ele. Gosto de piscar para ele, sorrio de canto, fico encantada ao vê-lo e não resisto. 
Sim, acredito que pode dar certo. Você não me conta tantas coisas, mas culpo essa relação estranha que temos. As coisas acontecem rápido demais para a minha cabeça e meu coração acompanharem, então sigo a tua melodia e, fácil, estou em seus braços.
Você é todo certo, em todas as coisas que faz. 
Você já está fazendo de tudo isso um sonho. Mas ainda não sei o quanto o amo. Isso não está tão decidido na minha cabeça. Ainda é complicado pensar em nós. E quando você me mostra o caminho, aparece-me o amor.
E aqui escrevo mais palavras sobre minha "empolgante" vida amorosa. Estar apaixonada por você, não pode ser engano ou brincadeira. Não conheço o terreno onde deixo meu exército, mas por você luto com o coração. Você transformou minha vida em um porre para dois. And this is so perfect again.

terça-feira, abril 29

Eu tô indo, amor...

Olha, amor! Olha como o tempo passou. Lembra? Parecia que as nossas fotos nunca iam desbotar ficando ali na cara do sol. Parecia que eu não viajaria nunca. E olha agora... Já tô em casa. Parecia que as suas promessas de eterno seriam para sempre mesmo. Minto. Elas nunca foram diferentes de todas as outras de todos os outros. É que era para ser diferente com você.
Lembro que costumava me odiar muito mais por passar tanto tempo assim longe do Jujubas. Condenava-me por procurar títulos no Google, e, sem saber que era estrofe de um funk, usá-la em um texto que, sem razão, é para você, de novo. 
Lembro que não teve motivo. Lembro que da mesma forma que o destino me levou até você, aquele dia, aquela hora, ele também me trouxe aqui, para dizer que não há do que se arrepender. 
Claro que lembro das palavras acima da medida que também foram ditas, mas não há como esquecer os perdões; as declarações, as horas de telefone, e as cartas. Aquelas melosas que me faziam chorar na primeira linha, quando, sempre, o vocativo era "Coração", aquelas que você sabia que viriam seguidas de um mar de lágrimas de amor.
Lembra daquela manhã de julho? A gente tinha brigado na noite anterior, fui dormir sem mandar nada, braba. Acordei atrasada, congelando, sem você. Não haviam mensagens suas não lidas, também não mandei mensagem. E correndo cheguei no ponto de ônibus, onde, sozinho, você me esperava. Lembro que depois disso pensei mil vezes antes de brigar por qualquer coisa com você. 
Lembra, mês passado, quando você me pediu um motivo? E eu, arrogante, sai sem dizer nada? E depois de lá conversamos uma mentira? Amor, lembra? Lembra que me disse que algumas coisas não seriam mais tão fáceis?
Amor, vem! Deixa eu deitar aí no teu colo e contar que lembro. Que respondo agora todas as suas cartas. Que sinto falta daquelas coisas bobas, daquelas notas tortas que tocava baixo quando fingia que não me ouvia chegando, sinto falta de você aqui. Lembro, amor, que esse anel no meu dedo é bem mais que um "enfeite", lembro, também, que não foi isso que te disse aquela noite. Amor, lembro também de não ter te contado: Eu tô indo, amor....

domingo, dezembro 8

Hoje doeu da mesma forma


É sempre amor mesmo que acabe tudo. É sempre amor mesmo que mude tudo. É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou. E hoje, quando a janela do teu nome subiu no Skype foi quase que inevitável clicar nela e falar que hoje eu estou morrendo de saudade. Morrendo de saudade de você, querendo que tudo volte a ser como era, te querendo de novo. Vou falar que não tá dando certo sem você aqui e que tudo parece vazio. Vou falar que hoje meu coração apertou exatamente da mesma forma que acontecia nas primeiras vezes que nós conversamos.
Hoje minhas pernas tremeram da mesma maneira, minhas mãos suaram frio como faziam, meu coração pesou e tudo doeu da mesma forma. Meus olhos fecharam lentamente, minha cabeça ouvia aquele "A gente mal se conhecia" que tocava em algum tumblr aberto. Eu só queria falar com você, queria que você me abraçasse mais uma vez e dissesse que tudo iria ficar bem porque você estava comigo. Eu era incapaz de me sentir sozinha contigo e lembra, você disse que não ia me abandonar?
Hoje ver aquelas mesmas fotos me fizeram lembrar aquela tarde vazia quando o mundo inteiro era só eu e você, e chorei. Chorei por sentir tanta falta. Chorei por não ter te amado tanto quanto você merecia. Mas, chorei, principalmente, por ver que agora é muito tarde para chorar por você.

quinta-feira, novembro 14

Suas mãos no meu cabelo- 183º dia de MA.

Untitled

Amor da minha vida daqui até a eternidade, será possível que eu guarde tantas lembranças assim? Te vejo e me perco na imensidão dos seus olhos azuis e encontro o alguém pelo qual me apaixonei. Te cuido em silêncio à noite e sonho com as palavras mal ditas (ou será, malditas?) que você dizia. Te vejo e, amor, você está tão longe. E vejo que fui tão feliz com algo que durou tão pouco. Tão passageiro e tão marcante.
Se não teve valor, por que não fala mais comigo? Se não teve importância, por que não me olha?  Por que não me tenta? Por que não me ama?
Não olhe para trás, sabemos onde erramos. E lembro de todos os "sim" e dos "vamos", mas por que tudo assim agora? Por que ainda fico tensa quando te vejo? Com você eu era mais. Mas não tema ao nosso passado, não pare  nesse presente, não estaremos juntos no futuro. Tudo assim tão diferente, é agora que podemos ficar juntos. Me faço de boba como se eu fosse capaz de esquecer o que você falava. E lembro do teu peito quente e seus braços macios; suas mãos no meu cabelo. Mensagens.
Me sinto tão forte por viver sem o que me fazia tão feliz (e ainda faz). Sinto tanto, tanto mesmo por você.
É como se fosse dois, aquele que eu amei com força e esse que está comigo, sei lá, amigo?
É como se eu não soubesse onde você está e me perco em você porque te quero com amor ainda...

segunda-feira, outubro 28

Do que foi


Ela esperava concentrada a etiqueta dos 45 minutos ser tirada da parede para que ela pudesse sair da sala e levar o caderno de questões e ligar logo para ele. O tempo parecia não passar, mas ela já estava acostumada com essa sensação. Com a cabeça baixa, ela via a capa azul do caderno de questões ficar molhada e sentia as lágrimas caírem feito bombas. Como tudo aquilo doía nela. Ela imaginou que a etiqueta fora tirada quando ouviu o barulho das cadeiras sendo arrastada, ela ouvia o som da multidão e ao levantar, percebeu que era uma das ultimas três, ela sabia que teria que ficar até o fim, então se calou e sentou novamente. Escorada na parede, ela construía em sua cabeça todos os passos da mesma prova ano passado, ela era feliz e não sabia. Não sabia que ele faria tanta falta. Não sabia que o preço que pagaria por toda aquela felicidade seria tão alto, e que um sonho, muda muito o rumo de uma vida.
Havia passado um ano, era o segundo ENEM dela, e pela primeira vez, ela sabia que quando ligasse para ele, ele iria reclamar e falar de como ele acha inútil tudo isso e tudo mais. E os olhos dela se enxeriam de lágrimas e ela choraria ao dizer que sente a falta dele. 
Ele esperava a ligação dela, sabia que ela ficaria até o fim, ele a conhecia e sabia de como ela era esforçada, e por ela, ele fazia tantas coisas. Ele sentia a falta dela, e partia o coração dele quando ele a ouviu chorar ao telefone enquanto dizia que sentia a falta dele, e quando ela desligasse o telefone, ele choraria. Ele sabia que ia ser assim, foi tantas vezes e seria assim tantas vezes ainda. Mas ele sabia que ela sonhava com aquilo.
E assim foi, há um ano, ela morava em uma cidadezinha pequena esquecida do mapa, e no começo do ano passado eles se conheceram e foram amigos de um jeito difícil de acreditar que fosse possível. Ela sonhava em sair de lá, mas não sabia que sentiria falta de tudo. Ele a apoiava em todos os sonhos que ela tinha, ele a amava tão profundamente.
Ela deixou a cidade e com a cidade, deixou ele também. Ela prometeu que ligaria todo dia, que viveria do lado dela, e que o amaria mais e mais cada dia. E entre tantas promessas, o que ela não sabia é que ela daria tantos motivos para ela voltar e ficar do lado dele por muito tempo.
Então, ela assinou a ata e saiu, rasgando aquele saquinho e colocando a bateria meio que do jeito mais rápido possível, e os olhos dela brilharam quando leu ao "eu te amo" que ele mandou a meia tarde, e com os números já decorados ela ligou para ele, e então seus olhos brilhando enxeram-se de água, e ela aliviada por falar com ele mais um dia, acabou dizendo "eu te amo", um dos primeiros na vida real, e que para ela era tão especial e importante. Ela de fato o amava. 
Mas era tarde e eles estavam longe, longe de mais para se amarem, tarde de mais para dizerem qualquer coisa. Ela tentava esquecer. Ele tentava fazer com que não doesse. Ela sabia que não adiantava tirar da cabeça o que não saía do coração. Ele sabia que não adiantava tirar do coração o que não saía da cabeça.

terça-feira, outubro 22

Do que não foi


É possível sentir tanta falta assim? Do que não foi, mas poderia ter sido. Saudade daquele abraço solto, daquelas palavras mal ditas, palavras malditas. Saudades daquelas juras esquecidas, saudades daqueles "para sempre" que já acabaram. 
Sentir falta do que não foi, das coisas que não fizemos. Dos sonhos que deixamos pela metade, dos planos que não acabamos, do que falamos que íamos fazer e agora nem se falamos. 
Sentir falta dos boa noites comuns e é claro, daqueles smss onde você, idiota, se declarava. Saudade daquelas coisas pequenas e que funcionavam com nós. Saudades de quando combinávamos algo e tudo dava certo, ou então, sem combinar nada, mas tudo acontecia.
Do que não foi, do amor que apagou e que eterno nem foi enquanto durou. 
Falta do que era só nosso. Falta do que não era de ninguém. Falta de você. De nós.

Em amigas: Marco


É, deve ter sido fácil para você me ver voltando sem mil roubadas mas para pedir desculpas das minhas (ou suas) mancadas. E engolindo soluços, falei tudo o que eu achei que seria necessário você saber, e então voltar.
Mas você não seguiu o roteiro que criei em minha mente. Você queria me ver jogada aos seus pés, me humilhando por seu perdão, implorando seu amor para aí você olhar no fundo dos meus olhos castanhos e dizer que não vai adiantar falar como um bebê, que eu já não sou mais seu bem.
Mas amor não se implora, infelizmente. Porque se desse para implorar, eu me ajoelharia no milho e ficaria uma vida inteira se necessário fosse, para você voltar para mim. Porque eu sinto sua falta, eu sinto falta da sua mão no meu cabelo, sinto falta do seu braço musculoso ficando frágil ao encontrar as minhas mãos, mas de nada adianta sentir se não posso mais reviver.
Talvez aquele sentimento ainda esteja aqui, porém enterrado naquela eu, que te jurava amor eterno depois de alguma prova banal de amor ou de um "eu te amo" ofegante dentro de um restaurante barato.
Pode ser que a gente se encontre na avenida e que se cumprimente com um aceno de cabeça e... só. Ou talvez você ache melhor atravessar a rua antes de ter que trocar olhares comigo. Talvez seja melhor assim... Para nós dois.
Pode ser que eu saia na rua em um dia chuvoso de inverno para comprar um café e ali na esquina você passe rápido com o seu Opala 56 herdado do Seu Juca (o melhor avô do mundo como você mesmo dizia) r nem me veja. Pode ser que você passe e me dê uma carona que eu, é claro, recusarei. Pode ser que a sua nova namorada esteja o acompanhando, pode ser... Pode ser...
E assim de "pode ser" em "pode ser". acreditaremos que acontecerá. Além do mais, pode ser que daqui algum tempo haja tempo pra gente ser mais, mais que dois grandes amigos.

Eduarda, Gabriela e Karina

segunda-feira, outubro 14

Tão ele. Tão ela. Tão momentâneo.


Ensaiando ser uma dama, ela estava sentada de costas para porta. Teatrando como seria quando ele chegasse. É claro que ela tinha uma cúmplice, a amiga certa no lugar certo fez o coração dela parar quando disse:
- Hey, ele chegou!
- Eu não vou olhar. Eu não me importo. -Ela disse não se virando para vê-lo.
Ela sentiu as mãos quentes que ainda não conhecia vendar seus olhos. Ela já não sentia mais seu coração, sabia que precisava fazer alguma coisa. O coração, acelerado, batia lentamente. Ela estava confusa e tirando as mãos dele dos olhos dela, ela se levantou e o cumprimentou. É claro que aquele amigo em comum estava junto, e a encarava como quem dizia: "Calma, é só ele!". Ele cumprimentou a todos. Ambos cumprimentaram a todos. Ela se sentou novamente e se virou para eles. Não havia lugar ali, e a aniversariante logo entraria. Com algumas palavras idiotas, eles foram tomados dela por alguém que avisava a entrada da aniversariante. Ela já não aguentava mais. Não aguentava mesmo e precisava gritar ou chorar, ou qualquer coisa do tipo. A amiga sorria daquele jeito: "Calma!". Era fácil para todo mundo, ele era só mais um rostinho bonito e só isso.
Ela não aguentava. Precisava acontecer. Ele a olhou como qualquer garota gostaria de ser olhada. Começara as primeiras músicas quando eles ficaram perto pela primeira vez, e ele sabia exatamente o que fazer para que ela se apaixonasse. Seria fácil, ele sabia. Foi só morder uma coxinha (?) e dar a outra metade na boca dela. Ela não seria difícil por muito tempo. Ele fez o que queria. Até pegou outras meninas. Ela morria por ele. É, ela ainda faz isso.

Ele


A sobrancelha esquerda dele é mais alta, a ponta do nariz ele é redondinha, ele quase não tem lábio superior, mas o lábios inferior é como o o meu. O fim do rosto angelical é engraçado, o queixo dele é como um U, mas provavelmente você não tenha notado isso porque  ficou apaixonada e perdida nos cristalinos olhos azuis que ele tem. As mãos dele são tão viciantes, é sério. Tente não olhar para o bumbum dele, olhe as mãos. Olhe a mãos viris. O corpo pirâmide, as pernas finas. Mas tão alto, tão loiro, tão ele.

quinta-feira, outubro 10

Utopia


A noite vai chegar e vai trazer a solidão junto a ela. E vai ser nessa hora que você vai lembrar de mim. E vai ser aí então que aquelas palavras bobas que a gente falava naquela hora vão fazer falta.
Vai amanhecer e vai renascer a esperança. E será eu que vou sentir saudade, sentir saudade da resposta do meu boa noite de ontem a noite que eu só leria hoje de manhã. Então, antes de levantar da cama, vou sentir saudade. Vou sentir sua falta.
Vou entrar no ônibus, vou ir para escola e não importe como eu tente mudar meu dia, tudo acabará me lembrando você. E sentirei sua falta.
E vai ficar assim. Vou buscar por notícias suas e saberei que também sentiu falta. E logo estaremos no mesmo lugar, evitando o máximo olhar para o outro, evitando o máximo qualquer tipo de contato.
E quando menos esperarmos estaremos nos olhando sorrindo. Você talvez distante pensando na menina que você irá beijar logo. E eu vendo nos teus olhos tudo o que eu mais queria. Sempre. Mas tentando achar em você a mesma pessoa que eu criei na minha cabeça. Utopia. 
Então, vou voltar para casa antes de você, e me arrepender de todas as palavras e passos. E vou sentir falta, muita falta. Falta de mim, falta de você, falta de nós... bom, já vivo com isso há tanto tempo.

segunda-feira, setembro 23

Toda vida.


Promete de minguinho que não vai acabar por isso. Promete que ainda vamos nos falar e que ainda vou ficar muito nervosa e depois muito feliz por ter falado com você. Promete que entende que tudo isso é só um momento, e que esse momento está chegando ao fim, e que logo tudo voltará a ser como era no começo do mês. Jura que ainda vai chamar pelo meu nome um dia desses na rua, e que vai pedir um abraço como se eu fosse a única que pudesse fazer isso. Jura que ainda vai entregar o meu livro e vai me contar todas as partes que eu choraria. Promete que ainda vai lembrar de mim quando alguém parar para olhar as estrelas. Promete que não vai cantar aquela música para mais ninguém. Promete. Jura. Peça se vai ser bom para mim. Peça se eu vou te esperar. Toda vida.

domingo, setembro 8

Ontem


É claro que chorei, é claro que não parei de pensar em você, é claro que esperei você chamar. Tuas mãos, teus lábios, teus olhos, o que acontece comigo? Me jure que não é agora a hora que você vai embora para sempre. Espere, eu quero te ver de novo. E de novo. E chorar por não te ter. E chorar por você ser passageiro. E estar contigo e sentir a tua falta. E não conseguir falar nada. E então, quieta, nervosa, meio gaga na verdade, te olho como se isso fosse tudo. E é um jeito de ser tudo, como não posso lembrar de você agora? 
Talvez, perdida em saudade, talvez querendo estar com você de novo, talvez te olhar faça tudo isso passar. 
Não vá embora, não. Fica aqui mais um pouco. Só deixa eu te sentir aqui.

“Na metade da noite eu me perco em suspiros... 
Sofro num sono deserto. 
Suas mãos, seus lábios, seus olhos. 
Elevam-me até o amanhecer”- Tennyson

domingo, setembro 1

Entre amores químicos e poemas


"Te ver e não te querer, é improvável, é impossível!" E foi... Depois de 3 meses e uma semana, eu te conheci então. E sabe, talvez você nem fosse tudo aquilo, mas me deixava atenta, eu queria ver as mesmas coisas que você via, queria ter certeza que estava onde você pudesse ver, e quem sabe, amor, falar com você. Erros do destino ou meu medo, não me deixaram ficar só com você, e a por falhas não fiquei com você. E quem sabe então, coração, a gente não sai junto um dia desses? 
Ei, me escuta, não quero que você minta para mim, eu sabia o que tava acontecendo, sabia mesmo. E sei que você não está sozinho, sei que você está apaixonado, meu amor, e, realmente, não me incomodo com isso. Seriamente, quero conhecer você e pelo amor de Deus, vem matar essa saudade que dói, meu amor. Talvez você me faça chorar fácil, mas eu quero essas suas lágrimas. Ah, coração, vem matar essa falta danada que me acaba. 

terça-feira, agosto 6

Um diário de Karina- Boa noite, meu anjo!, dia 5


Olhos azuis, mãos viris, ele disse que não se apaixonava, ele disse que seríamos amigos para sempre. Ele sabia jogar comigo, sabia que era só falar algo bonitinho que eu iria me entregar a ele. E eu, que sempre pensei que era difícil, me vi como uma biscate vermelha atrás dele. Talvez não fosse amor. E amor não era. Mas ele era tão bonito e eu o desejava com tanta sede. Era tão bonito, era tão divino, pelo menos assim se fazia na minha cabeça. Quando eu o vi... depois de pulsos falhados, boca seca e 322 borboletas no estômago, ele era tão bonito. Mas na minha cabeça, só na minha, ele era tão mais perfeito, ele era como uma sinfonia, como um "Quebra Nozes", como o Titanic. Ele era... irreal. Irreal e não se apaixonava, eu acreditava tanto nele. Ele mentiu. Ele era apaixonado. "Loucamente apaixonado, doido de amor.". E, cara, ela também é tão bonita. 
Eu não via mais nos olhos dele o mesmo sentimento. Eu não via em mim a mesma pessoa. Ele era tudo que eu queria, e agora, eu não quero mais nem conhecê-lo. Ele foi a penumbra mais clara, a felicidade mais rápida, o platônico mais comum. Ele foi um sorriso sincero, um cupido magrelo que já me esqueceu. 
A beleza anilada daquela lente azul, a clareza da mesma peruca loira, a pureza da pele espelhada, eu o desejo em silêncio. Trabalho o desapego e desejo felicidades.

"Boa noite, meu anjo!"

domingo, agosto 4

And I think that I'm in love one more time!


Da série And I think that I'm in love (depois de And I think that I'm in loveAnd I think that I'm love, again... And this is so perfect., E por que não... And I think that I'm love, again again... And this is more perfect.), And I think that I'm in love one more time! Deveria começar já esclarecendo que o novo ele não me ama, mas esse tal de cupido não me larga de jeito, maneira algum. E como sempre, eu sinto muito em lhe dizer que eu acho que eu estou apaixonada. De novo. De novo. De novo. Acreditem, é a primeira vez que eu o amo, então não pensem que é o mesmo. Mas no geral, continua sendo uma uma perda de tempo e sei que dessa vez não vai ser diferente. Até porque, ele já mentiu pra mim. E não foi dizendo eu te amo ou coisas assim, foi quando ele me disse que não se apaixonava e tcharam... ele se apaixona. Por enquanto, ele ainda me faz feliz. E tão feliz. Eu sei disso. E talvez nem seja amor, e quem sabe não é só essa tua beleza descontrolada afetando meus olhos. Eu nunca vi você, e pensar em te ver, realmente, me deixa nervosa. Não há olhares, nem sorrisos. 
Eu sei que pode dar certo. É só você ignorar a cambada que te dá toda moral. É apaixonante. 
Eu não conto tantas coisas para você. A gente nem se fala mais. Mas você faz tudo parecer um conto de fadas. Parece que até o fato de que a gente nunca se viu, não tem a menor relevância, mesmo isso sendo um tanto que abismático para mim.
E eu consigo amar você. Vamos lá, você consegue me amar também! Simplesmente, amar. Fazendo disso tudo o que eu preciso para acordar a cada dia feliz. Feliz por poder falar com você. E sorrir pelas coisas infantis que você faz. E sorrir por tantos motivos. 
Não faça disso apenas um sonho. Tuas palavras doces, tuas mãos ("fotogenicamente") viris. Tua mala, tua birra. Meu amor ♥. É um conjunto que me enlouquece, eu amo você, de novo.
E pensar que você pode ler isso, mas acho que não fará, me deixa um pouco mais aliviada. Estou sendo difícil, e agora vai ser para valer. Mesmo. 
E aqui escrevo mais palavras sobre minha "empolgante" vida amorosa. Estar apaixonada por você, não pode ser engano ou brincadeira. Eu disse que teria concorrência. Você transformou minha vida em um porre para dois. And this is so perfect again.

sexta-feira, julho 26

Seriamente

Agora eu sei, procurei em detalhes encontrar você e te achei tão próxima a mim e isso era o que eu mais temia. Em detalhes, voltei a pensar em você! Senti o teu cheiro quando entrei e ver você, realmente, deixou-me fraca. Queria provar da atua boca que em simples palavras me chamavam tão alto e tão cheio de vida que eu tive que beijá-lo.

terça-feira, julho 23

Azuis


Ei, cara dos olhos azuis! Pensei tanto em você hoje. Pensei em como tudo isso me deixa descontrolada e como me faltaram pessoas que tirassem você da minha vida antes que eu me apaixonasse. Pensei em o que escrever aqui. Só queria chamar você de "cara dos olhos azuis". Pensei em como sou envergonhada e não fui te dar "oi", pensei no que você disse naquele dia, lembrei do boa noite de terça-feira passada que quase me matou de susto (rio [do verbo rir]). Mas lembro dos teus olhos, azuis, lembro de ti e de como tive medo, penso em você de novo. Será possível que eu não consiga falar contigo? Você é tão bobo e me faz rir. Você me acalma, mas... E se você não for assim? E se na hora, na vida real, você não for assim? 
Perfeição grega, hoje escrevi uma carta para você, não pense que se procurar achará mais dezenas de cartas, porque essa realmente é a primeira. E pela primeira vez eu tentei escrever tudo o que eu queria dizer para você. Queria que você eterno e sei que não nos distanciaremos enquanto você estiver com o livro, mas depois dos poucos capítulos que falta para acabar, como irei continuar? Seja a solução dos meus problemas e anda, me manda um SMS logo.
O sol se despede e entrega a escuridão, fecho meus olhos e procuro encontrar algo que me faça te esquecer, não seja meu tudo, não ainda.
Cara dos olhos azuis, penso em você de novo, seus olhos, profundos oceanos, estou na beira desse abismo, estou me afogando em esperança, suas mãos...
"Amá-lo é como dirigir um Maserati novo por uma rua sem saída"

segunda-feira, julho 22

#InLoveAgain: Como tudo começou

"Nunca mais foi a mesma coisa... O adeus não chegou."

Não há nada mais deprimente do que uma sexta-feira parada, era dia 17 de maio. De um garoto, realmente, bonito da cidade surgiu uma atualização no Facebook, ask.fm/sobrenome brilhou em laranja fluorescente! Seria com isso que eu passaria a minha sexta-feira? Sim! Seria... 
Antes de tudo e qualquer coisa, decido dar aquela stalkeada "básica", e a primeira coisa que me deixa realmente surpresa, é a quantidade de perguntas sobre o bumbum dele. Pelo jeito eu não seria a única procurando um passatempo naquela noite. Imagino que eu poderia ter tentado procurar alguma coisa para postar no Jujubas, mas não teria valido tanto a pena. É, talvez porque eu tinha uma queda (quedinha) por ele ou por ele ser mesmo muito "muso" e estar cheia de coragem naquela noite, perguntei.
-Que tal chamar alguém no Facebook que você não conhece? 
-Me dá uma dica de quem você é que eu te chamo sem problemas aeuhae. -Ele respondeu e, caramba, que piá mais querido! Que amável! Que carência, hein, Karina!
Minhas pernas tremiam, minhas mãos estavam geladas, gaguejava. E em desespero, dei uma dica bem infalível e desliguei o computador. Ele saberia que seria eu, era uma ótima dica. Não iria falar com ele nunca mais mesmo, então que o adeus fique para amanhã, foi isso que pensei.
Foi uma noite calma, eu não sabia o que esperar e era obvio que ele não me chamaria, mas mesmo assim eu levantei antes das 8 na manhã de sábado, não lembro se haviam notificações importantes, só lembro de uma mensagem enviada as 21h36min, que dizia:
-é você no meu ask? assalçsaklçsa
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEI CARA DOS OLHOS AZUIS, SOU EU SIM! Não, eu não respondi isso... Ele me perguntou isso duas vezes antes da gente conversar pela primeira vez. E se não fosse eu? Talvez um dia eu peça pra ele porque ele me perguntou isso duas vezes, rs.
-ooi asoijsoaisjao era :l -essa foi minha linda resposta (não! Espera...).
Depois disso, eu chamei ele mais uma vez e ele me chamou, ele passou o número dele. Como tudo começou? Eu me apeguei muito fácil!

Sou eu!

A porta rangiu tão alto alto quando ela tentou abri-lá. Os braços nus dela estavam arrepiados e o lábio dela tremia de frio. Ela via a sala cheia de gente uniformizada. Ela viu ele encostado na parede. Quando ela entrou na sala, sentiu todos os olhares voltados a ela. Ela não era a personagem principal, não ali pelo menos. 
Era uma sessão da Câmara de Vereadores Mirins da qual ela fazia parte no ano passado. Ela só devia estar ali para assistir o comando dos novos vereadores mirins e ver um certo alguém que mexia com o coração dela.
De fato, ela merecia todos aqueles olhares. Ela entrou como uma Barbie, com cabelos presos em um coque grande e alto, olhos marcados por uma maquiagem escura e, talvez, o mais "diferente": um collant azul marinho divinamente bordado que deixava a cintura dele, realmente, muito fina, um tutu que brilhava mais a cada passo firme que ela dava com uma sapatilha dura de ponta. Era difícil andar rápido com os pés amarrados e com tanta gente olhando para ela. Ela tentava ser o mais discreta possível.
Ela acabara de chegar de um festival, mas sabia que estava atrasada para um compromisso de tanta importância, por isso, a roupa que vestia não impediu que ela fosse. 
Até quem fazia uso do microfone parou por alguns segundos. Ela, realmente, estava espetacular.
Ele não acreditou que era ela. Ela também não pensou que seria tão corajosa a ponto de passar na frente dele. Ela era, no fundo, muito envergonhada.
Ouvia as pessoas comentando sobre ela. Correu rápido para o banheiro onde o tutu foi trocado por uma calça jeans lavada e o collant ficou embaixo da mesma camisa que todos os outros vereadores mirins usavam. Ela estava até com um casaquinho fino e comprido que não conseguia esconder todo o arrepio dos braços dela. Tirou a sapatilha dura e o mais discreta que pode, saiu do banheiro com as coisas na mão.
Ainda a olhavam, agora com tudo aquilo nos braços, com uma meia fina rasgando no chão áspero, parecendo uma boneca mais "humana". Ela levantou a mão direita e como toda bailarina que se prese começou a tirar todas as ramonas que prendiam o coque. Ela sentia as mechas enroladas caírem sobre seus ombros gelados.
Ele a olhava concentrado. Ele não esperava isso dela. Ele sabia que ela seria o assunto da escola e entre os seus amigos por muito tempo ainda. Ela branca como a neve, com lábios vermelhos e cabelos escuros e longos, escrevia rápido em um bloquinho, ela era imprevisível. Sentou no chão mesmo e trocou a sapatilha por um tênis e foi procurar um amigo que estava sentado no meio da plateia. Ela foi rápida e certeira, mandou apenas um SMS e logo Guilherme, o amigo, se levantou e foi sentar com ela. Ela continuava magnifica. 
Ele não conseguia parar de olhar para ela. Ela ignorava as vibrações do celular, eram mensagens dele. Ela simplesmente não podia. 
A reunião estava chegando ao fim, fizeram os agradecimentos, falaram dela, ela apenas sorriu e então, começou a olhar para ele. E como se o mundo inteiro tivesse caído depois das palavras que a presidente da reunião disse, ela andou na direção dele. Ele a olhava. 
Ela parou antes... Bem antes de chegar perto dele. Ele juntou as sobrancelhas como quem diz: Ei, pequena, não faça isso... Juntou as sobrancelhas e correu para junto a ela, no fundo, o orgulho dele queria que todos os amigos dele vissem ele com ela. E como se se amassem desde o começo da vida, ele a juntou em seu braços e a levantou. Para ela era fácil, ela sabia como era estar nos ares. Ele beijou o pescoço dela. Ela sorriu e disse: Sou eu!

quarta-feira, julho 10

Você diz que é passageiro. Que logo vai voltar.

"Eu vivo em um mundo cheio de pessoas 
fingindo ser algo que não são."

Penso em ver você e fico sem dormir tantas vezes. Simulo uma possível conversa com você. Paro em frente de uma foto tua por tanto tempo que já sentia você mesmo me olhando. Tuas mãos me parecem tão viris. Tão bonitas. Sinto teu toque suave na minha nuca (arrepiou). Sinto você comigo. Mas, teus olhos... Teus olhos parecem oceanos intensos e imprevisíveis  O azul profundo transforma o horizonte azul dos oceanos em mares agitados. Dentro deles eu encontro o meu paraíso. E assim sem querer, eu me vejo chegando cada vez mais perto de você, você me olha e sorri tão angelicalmente, acho que estou sorrindo como uma louca, por ver você. Sinto o gosto de sangue da minha boca, ela está tão vermelha. Sinto meu corpo apertar e minhas pernas tremerem (como acontece toda vez que fico nervosa), mas eu... Eu estaria tão nervosa que nem conseguiria falar? Começo a cantarolar "look at the star, look how they shine for you", eu estou perto demais, você sorri tão abertamente e me sinto jogada em um poço de timidez. Quero beijar tua boca.