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domingo, dezembro 8

Hoje doeu da mesma forma


É sempre amor mesmo que acabe tudo. É sempre amor mesmo que mude tudo. É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou. E hoje, quando a janela do teu nome subiu no Skype foi quase que inevitável clicar nela e falar que hoje eu estou morrendo de saudade. Morrendo de saudade de você, querendo que tudo volte a ser como era, te querendo de novo. Vou falar que não tá dando certo sem você aqui e que tudo parece vazio. Vou falar que hoje meu coração apertou exatamente da mesma forma que acontecia nas primeiras vezes que nós conversamos.
Hoje minhas pernas tremeram da mesma maneira, minhas mãos suaram frio como faziam, meu coração pesou e tudo doeu da mesma forma. Meus olhos fecharam lentamente, minha cabeça ouvia aquele "A gente mal se conhecia" que tocava em algum tumblr aberto. Eu só queria falar com você, queria que você me abraçasse mais uma vez e dissesse que tudo iria ficar bem porque você estava comigo. Eu era incapaz de me sentir sozinha contigo e lembra, você disse que não ia me abandonar?
Hoje ver aquelas mesmas fotos me fizeram lembrar aquela tarde vazia quando o mundo inteiro era só eu e você, e chorei. Chorei por sentir tanta falta. Chorei por não ter te amado tanto quanto você merecia. Mas, chorei, principalmente, por ver que agora é muito tarde para chorar por você.

quinta-feira, novembro 14

Suas mãos no meu cabelo- 183º dia de MA.

Untitled

Amor da minha vida daqui até a eternidade, será possível que eu guarde tantas lembranças assim? Te vejo e me perco na imensidão dos seus olhos azuis e encontro o alguém pelo qual me apaixonei. Te cuido em silêncio à noite e sonho com as palavras mal ditas (ou será, malditas?) que você dizia. Te vejo e, amor, você está tão longe. E vejo que fui tão feliz com algo que durou tão pouco. Tão passageiro e tão marcante.
Se não teve valor, por que não fala mais comigo? Se não teve importância, por que não me olha?  Por que não me tenta? Por que não me ama?
Não olhe para trás, sabemos onde erramos. E lembro de todos os "sim" e dos "vamos", mas por que tudo assim agora? Por que ainda fico tensa quando te vejo? Com você eu era mais. Mas não tema ao nosso passado, não pare  nesse presente, não estaremos juntos no futuro. Tudo assim tão diferente, é agora que podemos ficar juntos. Me faço de boba como se eu fosse capaz de esquecer o que você falava. E lembro do teu peito quente e seus braços macios; suas mãos no meu cabelo. Mensagens.
Me sinto tão forte por viver sem o que me fazia tão feliz (e ainda faz). Sinto tanto, tanto mesmo por você.
É como se fosse dois, aquele que eu amei com força e esse que está comigo, sei lá, amigo?
É como se eu não soubesse onde você está e me perco em você porque te quero com amor ainda...

terça-feira, outubro 22

Do que não foi


É possível sentir tanta falta assim? Do que não foi, mas poderia ter sido. Saudade daquele abraço solto, daquelas palavras mal ditas, palavras malditas. Saudades daquelas juras esquecidas, saudades daqueles "para sempre" que já acabaram. 
Sentir falta do que não foi, das coisas que não fizemos. Dos sonhos que deixamos pela metade, dos planos que não acabamos, do que falamos que íamos fazer e agora nem se falamos. 
Sentir falta dos boa noites comuns e é claro, daqueles smss onde você, idiota, se declarava. Saudade daquelas coisas pequenas e que funcionavam com nós. Saudades de quando combinávamos algo e tudo dava certo, ou então, sem combinar nada, mas tudo acontecia.
Do que não foi, do amor que apagou e que eterno nem foi enquanto durou. 
Falta do que era só nosso. Falta do que não era de ninguém. Falta de você. De nós.

Em amigas: Marco


É, deve ter sido fácil para você me ver voltando sem mil roubadas mas para pedir desculpas das minhas (ou suas) mancadas. E engolindo soluços, falei tudo o que eu achei que seria necessário você saber, e então voltar.
Mas você não seguiu o roteiro que criei em minha mente. Você queria me ver jogada aos seus pés, me humilhando por seu perdão, implorando seu amor para aí você olhar no fundo dos meus olhos castanhos e dizer que não vai adiantar falar como um bebê, que eu já não sou mais seu bem.
Mas amor não se implora, infelizmente. Porque se desse para implorar, eu me ajoelharia no milho e ficaria uma vida inteira se necessário fosse, para você voltar para mim. Porque eu sinto sua falta, eu sinto falta da sua mão no meu cabelo, sinto falta do seu braço musculoso ficando frágil ao encontrar as minhas mãos, mas de nada adianta sentir se não posso mais reviver.
Talvez aquele sentimento ainda esteja aqui, porém enterrado naquela eu, que te jurava amor eterno depois de alguma prova banal de amor ou de um "eu te amo" ofegante dentro de um restaurante barato.
Pode ser que a gente se encontre na avenida e que se cumprimente com um aceno de cabeça e... só. Ou talvez você ache melhor atravessar a rua antes de ter que trocar olhares comigo. Talvez seja melhor assim... Para nós dois.
Pode ser que eu saia na rua em um dia chuvoso de inverno para comprar um café e ali na esquina você passe rápido com o seu Opala 56 herdado do Seu Juca (o melhor avô do mundo como você mesmo dizia) r nem me veja. Pode ser que você passe e me dê uma carona que eu, é claro, recusarei. Pode ser que a sua nova namorada esteja o acompanhando, pode ser... Pode ser...
E assim de "pode ser" em "pode ser". acreditaremos que acontecerá. Além do mais, pode ser que daqui algum tempo haja tempo pra gente ser mais, mais que dois grandes amigos.

Eduarda, Gabriela e Karina

segunda-feira, outubro 14

Tão ele. Tão ela. Tão momentâneo.


Ensaiando ser uma dama, ela estava sentada de costas para porta. Teatrando como seria quando ele chegasse. É claro que ela tinha uma cúmplice, a amiga certa no lugar certo fez o coração dela parar quando disse:
- Hey, ele chegou!
- Eu não vou olhar. Eu não me importo. -Ela disse não se virando para vê-lo.
Ela sentiu as mãos quentes que ainda não conhecia vendar seus olhos. Ela já não sentia mais seu coração, sabia que precisava fazer alguma coisa. O coração, acelerado, batia lentamente. Ela estava confusa e tirando as mãos dele dos olhos dela, ela se levantou e o cumprimentou. É claro que aquele amigo em comum estava junto, e a encarava como quem dizia: "Calma, é só ele!". Ele cumprimentou a todos. Ambos cumprimentaram a todos. Ela se sentou novamente e se virou para eles. Não havia lugar ali, e a aniversariante logo entraria. Com algumas palavras idiotas, eles foram tomados dela por alguém que avisava a entrada da aniversariante. Ela já não aguentava mais. Não aguentava mesmo e precisava gritar ou chorar, ou qualquer coisa do tipo. A amiga sorria daquele jeito: "Calma!". Era fácil para todo mundo, ele era só mais um rostinho bonito e só isso.
Ela não aguentava. Precisava acontecer. Ele a olhou como qualquer garota gostaria de ser olhada. Começara as primeiras músicas quando eles ficaram perto pela primeira vez, e ele sabia exatamente o que fazer para que ela se apaixonasse. Seria fácil, ele sabia. Foi só morder uma coxinha (?) e dar a outra metade na boca dela. Ela não seria difícil por muito tempo. Ele fez o que queria. Até pegou outras meninas. Ela morria por ele. É, ela ainda faz isso.

Ele


A sobrancelha esquerda dele é mais alta, a ponta do nariz ele é redondinha, ele quase não tem lábio superior, mas o lábios inferior é como o o meu. O fim do rosto angelical é engraçado, o queixo dele é como um U, mas provavelmente você não tenha notado isso porque  ficou apaixonada e perdida nos cristalinos olhos azuis que ele tem. As mãos dele são tão viciantes, é sério. Tente não olhar para o bumbum dele, olhe as mãos. Olhe a mãos viris. O corpo pirâmide, as pernas finas. Mas tão alto, tão loiro, tão ele.