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quarta-feira, novembro 27

Porque "para sempre" não tem fim.


É agora! Dessa vez vai ser tudo diferente. Começando por nós que já não somos mais as mesmas e já não temos mais a mesma rotina. Sabemos que tudo anda tão corrido e lembro de todas as vezes que já juramos que o tempo nunca destruiria. E ele tentou, e não vou negar que ele foi forte, deixou dores fundas. Mas, você, Bruna, você é mais forte que ele. 
Senti saudade, e ela foi mais forte do que eu. Precisei te encontrar novamente, me sentindo sozinha como só você consegue me deixar. Procurando por você, precisei olhar em teus olhos e dizer mais uma vez que não vivo sem você. 
Escreveria um rio de motivos, cantaria serenatas, voltaria e faria tudo diferente, mudaria. Mas você, mais do que eu, sabe como deve ser. Você soube que não precisaria disso, mas um abraço quieto daqueles que afunda a mágoa no perdão, do tipo que sempre foi, faria com que tudo voltasse a ser como há de ser.
Porque eu te amo, bugrinha. Eu e mais as duas ou três pessoas que caíram no Jujubas, não sei como, e no meio de tantos textos para o Marcoantonio falando sobre um amor sonhado, mas totalmente desprezível, escrevo de novo para você, e peço perdão por não saber mais viver sem tudo isso. E seria do teu amor que eu sentiria falta. Confessa! Você ainda me ama.
Porque é para sempre, e para sempre não tem fim. Lembra? Lembra dessa frase estampada na vontade de começar tudo do zero de novo.
Não me deixa errar, não me deixar te perder. Não aguento mais isso. Não suportaria tudo isso sem você de novo.
Para sempre não tem fim! E você é o meu para sempre, amiga!

sábado, janeiro 26

Carpe Diem



Fui deitar completamente feliz. Acho que foi por isso que não consegui pegar no sono tão rapido quando deveria e fiquei contemplando frases não ditas, fotos apagadas e sentimentos ocultos. Porém, quando realmente fechei os olhos, a noite passou em um estalar de dedos, transformando a bela lua em um sol mais belo ainda, consagrando os riscos alaranjados e a perfeição contrariada.
Como de costume o despertador tocou, exagerando na dose daquele TRIM TRIM desconcertante. Mas senti que hoje não seria uma segunda-feira comum e, por isso, não joguei-o no chão, apenas esperei sua excitação passar. 
Levantei com uma paz de espírito intrigante, tomei banho e delineei os cabelos sem muitos problemas. Comi alguns morangos e coloquei minha melhor roupa, aquela que eu me sentia mais à vontade. Um jeans rasgado, um all star e uma camiseta rosa com um B extravagante, será que alguém perceberia que era da Barbie??? Não importava, hoje não.
Resolvi caminhar pela praça e modificar a rotina das férias. Não sei se era apenas impressão de um dia que realmente valeria à pena, mais a grande e incolor cidade ganhou um brilho intenso e observei seus detalhes com mais precisão. De repente, os pombos não eram mais sinal de solidão, mas de um conforto imenso e acolhedor quando algumas crianças reuniam-se e distribuíram migalhas aos seus pês.
Não me sentia sozinha, e não estava. O doce cheiro das flores que eu ignorei tantas vezes veio ao meu encontro e a brisa suave fazia uma prece ao meu ouvido, continue andando. A felicidade das pessoas me provocava e me reprimia, fui tão absorta em minhas próprias palavras que não percebi o tempo que deixei de lado, alegando não participar da sociedade.
Meu coração gelou, culpa de uma bola de sorvete e de um amador, com certeza ele não sabia o que fazer para cair e ainda seduzir pessoas. Há algumas horas, meu eu ficaria irritado e o humilharia. Agora, peguei a casquinha que estava grudada perto do B gigantesco e dei uma leve mordida.
- Esse é meu, camarada.
Foi então que ser detalhista me pegou desprevenida, era ele o garoto mais lindo que eu conhecia? Com certeza, não. Para quem já falou com Ian Somerhalder aquele era apenas um...amador. Porém, Ian era homem. Aquele era um garoto.
Seus olhos azuis combinaram perfeitamente com o sorriso daquela boca, e que boca! Ajudei ele a se levantar e segui em frente. Sua mão era forte, imaginei seu toque e só sai de um sonho quando percebi que a sensação era real. Ele me pegou nos braços fortes e trabalhados e eu me encaixei perfeitamente em seus detalhes. Sua boca deixou um leve tremor em meus lábios e me levou para dar um passeio com ela até o paraíso.
Todos as horas seguintes passaram como um borrão, e quase não consegui assimilar tal brilho para cada coisa. Almoçamos e passamos a tarde inteira juntos e eu acreditei que um anjo veio do céu para me amar.
Ao final do dia, pude dormir com um sorriso no rosto, e pra mim, a sensação era de quem não fazia aquilo a muito tempo. O último pensamento me pegou desprevenida e satisfeita: hoje realmente valeu à pena.

quarta-feira, dezembro 19

Entre Brilhos e Purpurinas: Boas Festas, Jujubianos (:

Olá, queridos ((:
Depois do meu aniversário o meu humor com certeza melhorou muito (ou nem tanto assim), ainda mais quando você passa um dia tão esperado, cantando Sidney Magal no karaokê com os amigos mais doidos do mundo. E cantando -quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar, quero ver o seu corpo dançar sem parar-, dia 17 deixou guardado tantas lembranças no meu coração.

Mas hoje eu vim dar um ~HI~ para vocês junto com todos aqui: Bruna, Eudi Zanchet, Maria N., Matheus e Thais Chrtistina e desejar a todos vocês ÓTIMAS FESTAS!


Que em mais um Natal que passamos juntos, a felicidade não se limite. E que venham muitos e muitos Natais ainda...


E que em mais um Ano Novo, todos os seus sonhos se realizem, que ano que vem seja cheio de surpresas boas e revelações, que o Jujubas cresça cada vez mais. E sempre, sempre, tudo de bom para vocês, amigos.

Beijos com gosto de Jujubas,
Boas festas!


domingo, outubro 28

Ele. Ela. Ambos



 
Ele tinha um cachorro. Ela tinha uma tartaruga. Ele gostava de sertanejo. Ela só ouvia heavy metal. Ele tocava violão. Ela tocava bateria. Ele era loiro. Ela era morena. Ele tinha olhos azuis. Ela tinha olhos negros como a noite. Ele lia poemas. Ela só lia ficção. Ele odiava café. Ela não vivia sem cafeína. Ele amava sua família. Ela não tinha mãe e brigava com o pai. Ele não bebia. Ela frequentava bares. Ele não voltada tarde à noite. Ela saía ao anoitecer e chegava ao amanhecer. Ele amava pizza. Ela odiava massa. Ele não tinha tatuagem. Ela tinha 8. Ele não usava calça caída. Ela andava de preto. Ele gostava de futebol. Ela andava de skate. Ambos eram tão belos e diferentes que a diferença os igualava. Ambos tinham um segredo. Um segredo do coração. Ambos eram vizinhos. Vizinhos completamente apaixonados, um pelo outro. Ambos só não sabiam disso. Ambos se completavam. Ambos se falavam por sms e msn o tempo todo. Apenas não conheciam a identidade virtual na vida real.

domingo, outubro 21

O calor que secou minhas lágrimas...


Minha visão estava embasada. Um mar de lágrimas escorria freneticamente pelos meus olhos, cobrindo minha face, manchando minhas roupas e reduzindo-se a uma poça no chão. Eu estava mal. Perdida num canto. Sozinha. Querendo estragar minha vida. Me matar. Fugir dos problemas. Fugir das desilusões. Fugir das opiniões. Fugir de mim. 
Sem mais nem menos senti um calor estranho, vindo de alguma parte de mim. Pensei ser a morte chegando mais perto. Talvez meu descanso final, céu ou inferno? Mas não, era real. Era algo concreto. Um calor com pele, osso, endereço e um sorriso perfeito. 
Enxerguei você mesmo que as lágrimas tampassem minha visão. Enxerguei você mesmo querendo dar um fim em minha vida. Enxerguei você como uma parte do meu coração. Enxerguei você como meu presente e meu futuro.
Eu te amei rapidamente. Eu vi em você a solução para continuar vivendo. Eu me escutei pela primeira vez. E hoje, hoje? Sou feliz te tendo ao meu lado. O calor que secou minhas lágrimas.

terça-feira, outubro 9

Um corretivo e um papel ...


Como se fosse que um corretivo e uma papel cobrissem o nome que tanto martelou em minha cabeça todo esse tempo. Mais agora vai ser assim. As células do coração já estão regenerando-o e não há mais vazio em mim, nem arrependimento. Se eu voltasse no tempo, faria tudo igual. Até a parte de ver você com outras, serviu pra mim aprender que um corretivo e um papel podem, sim, apagar I-DI-O-TAS da minha vida!

sexta-feira, outubro 5

Símbolo da minha história!


O dia está quase chegando ao fim. Mais um capítulo de uma novela sem importância está passando na TV ao lado, mais uma briga irá acabar em beijos em algum lugar do mundo, mais uma página do livro da minha vida está acabando de ser escrita. Adivinha a última palavra? Pois é, seu nome toma conta de meus pensamentos, supera minhas dúvidas e preocupações, deixa de lado as outras pessoas e invade meu coração, meus olhos, enche minha boca de frases romanticamente clichês, toda conta do meu corpo, deseja o seu. 
Eu espero. Uma mensagem. Uma ligação. Uma cutucada. Uma conversa. Um aviso de que você também pode estar pensando em mim. 
Sim, sei que tudo é apenas uma ilusão do conto de fadas que eu alimento em minha cabeça, sempre. E  acredite, todos os dias eu escolho não me apaixonar por você, apenas não tenho culpa de meu coração ser tão teimoso e insistir em focar em apenas um alguém.
Estou tão distraída, pensando, que nem presto atenção no que está ao meu redor. São todos fúteis, banais. Como se o mundo tivesse perdido a essência, desde que meus olhos encontraram os seus pela primeira vez.
No despertar de mais uma página da vida, a primeira frase será como tantas outras, como se ela fosse autista e segui-se uma rotina diária. Acordei pensando nele. E a última?  Dormi pensando em nós.

segunda-feira, outubro 1

.A curva do coração


Eu estava bem! Ai você apareceu, eu olhei para você e meu coração disparou, eu não sabia o que estava acontecendo, mas aqueles olhos perfeitos olhando em minha direção me deixaram sem saber como agir, seu sorriso encantador, meu coração estava implorando para eu tomar atitude de ir falar com você, mas meu cérebro foi mais forte, eu nunca tinha sentido aquilo dentro de mim era algo diferente de tudo que já senti.
O tempo ta passando e tudo o que faço me lembra você, parece que todas aquelas musicas na qual as letras não tinham importância alguma começaram a fazer sentido e em um piscar de olhos estou sonhando acordada.
Eu ainda não sei o que estou sentindo, mas parece que depois que te vi, tenho um motivo a mais para viver, mas não quero me machucar, não quero amores platônicos e nem ilusões..
Queria falar que é por isso que não expresso meus sentimentos, que não demonstro o amor que ta nascendo dentro de mim. Por mais que eu tente, não consigo, a insegurança toma conta de mim e o medo de nossa história não ser como eu tanto fantasio na minha cabeça também.
Você é muito importante para mim, você passou a fazer parte da minha vida, só espero que você não me decepcione como tantos outros, que você não seja apenas uma curva no meu caminho.



domingo, setembro 16

''Os Contos de Fadas Sempre Estão Errados''


Pensando bem, os contos de fada sempre estão errados.

Você acha que algum príncipe encantado vai montar seu cavalo e percorrer milhões de quilômetros e perigos pra encontrar uma amada? Não, num mundo como o de hoje: é cada um por si e não existem mais príncipes, dará a sorte quem tropeçar em um sapo em seu caminho.

Você acha que vai fugir de casa, ser encontrada por alguns 7 anões? Não, vai passar fome, cair nas drogas, ser moradora de rua ou, quem sabe, se as autoridades forem boazinhas te levam para um orfanato.

Você acha que vai cometer uma burrice e depois de milhões de anos, quando acordar, tudo estará resolvido? Não, você acorda todos os dias e os problemas estão lá, prontos para serem enfrentados.

Ou você acha que no meio de duas irmãs implacáveis, vai se destacar, sendo a faxineira? Me poupe, o máximo que vão pedir pra você é limpar o chão depois de uma balada da-que-las. 

Pode me chamar de estraga prazeres, infeliz, ou qualquer outro adjetivo que, com certeza, não são usados para elogiar alguém. Só quero dizer que o mundo está aí, pronto para ser vivido e não para todos reclamarem de terem que acordar todos os dias para vivê-lo. Você já se apega em amores não correspondidos, amigos falsos, promessas impossíveis, por favor, não se apegue a contos mal explicados, please. Promete? Vá viver, garota, joga um sorriso no rosto, beija um sapo e usa um short´s rasgados. Você é perfeita sem qualquer conto de fadas!

domingo, setembro 9

A espera de Hogwarts


Já faz 8 dias que meu período de férias terminou. Ou melhor, era pra terminar. Comprei minhas vestes na Madame Malkin, tomei um enorme sorvete na Florean Fortescue, comprei minha coruja cor de sorvete de creme, a Louie, no Empório das Corujas. Abasteci minha mala com os livros da Floreios e Borrões, comprei um caldeirão de cobre e abasteci minhas ervas para poções. Fiquei babando por uma Nimbus 2012 no Artigos de Qualidade para Quadribol e já decidi minha posição, vou ser goleira. Comprei bastante ''kits mata aula'' nas Gemialidades Weasley e poções do amor. Tirei alguns trocados do Gringotes. E, o mais importante, comprei minha varinha no Olivaras: Pelo de Unicórnio, mogno, 20 centímetros.
Sou filha de pais trouxas, amo Transfiguração e Feitiços. E vou saber como elas são, no ano que vem. 
Não tenho carro voador e perdi o embarque para a plataforma 9 3/4, em Londres. Não consegui sair do Brasil a tempo. Disse para meu pai se hospedar no Caldeirão Furado, mas ele quis fazer tudo do seu jeito. E, sabe, meu voo foi cancelado e ainda não tenho permissão pra usar Pó de Flu, voar ou aparatar. 
Agora, estou sentada em frente a minha varinha, remexendo nela enquanto Louie fica me bicando, querendo voar. Mandei uma carta pra Hogwarts, mas, como meus pais previram (não negam ser trouxas mesmo), eles recusaram minha participação na escola porque é meu primeiro ano e preciso passar na cerimônia do Chapéu Seletor. 
Acabei de sorrir, é claro que não ia me dar bem em Herbologia, tenho certeza que o professor Neville não vai ter paciência ao tentar me ensinar. Tenho alguns exemplares do Profeta Diários espalhados por todo o quarto. Notícias de sempre, e eu iria estudar com o filho mais novo do famoso Harry Potter. Já pensou eu me casar com ele? Sim, minhas poções do amor irão ter alguma utilidade. 
Gostaria de ir para a Grifinória, sabe, casa dos bravos e corajosos, localizada no 7º andar, no corredor da  Mulher Gorda, Torre Oeste. Quem será que inventa aquelas senhas bizarras? Podia ser algo parecido com os famosos Feijõezinhos de Todos os Sabores. Isso é sério, nunca experimentem o de catarro.
Sempre sonhei em ter um patrono em forma de Fênix, queria ter uma até. E, sabe, acho que eu iria ver os Testrálios, parece triste, mas vi minha tia morrer, tiro de revólver.
Vou sentir saudades de viver pela tecnologia, mas sabe, vai ser melhor assim. Tenho mais um ano pra me acostumar e esperar, mais uma vez, na plataforma 9 3/4 e ir ao encontro de Hogwarts. A nossa casa. 

Uma garota comum. Com um nome e uma vida comum...


Ela era apenas uma garota, uma garota comum. Com um nome e uma vida comum. Não era loira com brilhantes olhos azuis. Não bebia ou usava drogas, nem fumava e não era viciada em rock in roll. Nunca ia à festas, nem baladas. Passava o tempo trancada, lendo. Mas estava cansada. Cansada de ser comum. Cansada de viver, cansada de sonhar. Ahh, ela sonhava! Estava cansada de ir para a escola e ficar no computador. Estava cansada de não poder se mostrar diferente. Estava cansada de tentar compreender o porquê e o como de tudo. Estava cansada de ser criticada. Queria ser feliz.
O problema era como. Não ia ser feliz onde estava, com quem estava. Não ia ser feliz com as pessoas que conhecia. Não ia ser feliz tendo os pés no chão.
Fez as malas. Pintou o cabelo. Começou a se drogar e foi para Santos. Não sobreviveu. As drogas, sobretudo, preencheram o vazio de mudanças. Ficou feliz. Começou a ir para festas e fazer programas para se manter. Virou moradora de rua. Com o tempo, ninguém mais a procurava. Estava magra demais, nojenta demais, convencida demais. Hoje seu corpo não tem dono, nem escolhas. Vive escravizado nas lembranças, devorado pelo ódio de não poder voltar atrás. Queria apenas ser comum. Uma garota comum. Com um nome e uma vida comum.

terça-feira, setembro 4

Ele não é perfeito...


Ele não é perfeito, 
mas perco meu tempo 
pensando em seu olhar, 
em seu toque, 
no doce acorde de suas palavras.

Ele não é perfeito, 
nem chega perto disso. 
É estúpido, bobo, criança demais. 
O diferencial?
É o MEU estúpido. 
O MEU bobo. 
A criança que EU devo cuidar.

Ele não é perfeito, aliás, nem precisa. 
Me contento que ele seja apenas meu. 
E, quem sabe, o meu perfeito?

quinta-feira, agosto 30

Mas aí, como dizem, já era tarde demais....

O céu estava magnificamente azul e brilhante. As conchas iam e vinham com o mar absurdamente lindo. Os grãos de areia saltitavam conforme os passos. A brisa era suave, balançando meus cabelos castanhos e seus cachos loiros.
Sua mão pairava ao redor de minhas costas, nossos ombros, nus, se encontravam, um pressionando o outro. Sua outra mão carregava uma cesta de palha trançada e, dentro dela, havia uma toalha, morangos, chocolates, pêssegos, uvas e algumas baboseiras românticas.



Nossos pês moviam-se furtivamente para o final da praia, se é que havia fim naquela imensidão de cores, gostos e sabores, ou se a parede de rochas agia como uma barreira, não expondo o outro lado do mundo.
Chegamos a uma caverna. Bem, mais precisamente a uma fenda que se abriu entre os rochedos. A água batia e voltava como a lei de ação e reação de Newton previu. O cheiro das ondas estava mais salgado. Você me deixou às margens das vastas lágrimas, um conjunto denominado mar. Abriu a toalha, arrumou as comidas e então me guiou para mais perto.
A fenda nos olhos incomodava-me, mas, pela sua respiração pesada e as batidas aceleradas do coração, percebi que estava ansioso para me falar algo.Sentamos.
Suas mãos chegaram a meu pescoço e começaram a descer, fazendo uma trilha de calor e formigamento em meus braços, minha cintura e, por fim, minhas coxas. Então, como num ziguezague, elas voltaram a subir, percorrendo o mesmo caminho e parando na fenda que cobria meus olhos. Senti seu perfume adocicado cada vez mais perto. Quando você tirou minha fenda, revelou sua boca a milímetros da minha, deu um sorriso com os olhos e começou a me beijar.


Nosso corpo se encaixou como um quebra-cabeça, sem rupturas, o cubo mágico perfeito. Seus cachos perfeitamente ordenados entrelaçavam-se por entre meus dedos. Seus lábios eram frios, mais provocavam um calor intenso sobre mim. Minha outra mão entrou pela barra de sua regata e percorreu o contorno de seu abdômen definido. E então, você se afastou.
Apenas para pegar um morango, mas o suficiente para meu corpo implorar o seu. Colocou a fruta entre seus dentes e me puxou para mordê-la de um lado. Eu estava amando aquilo, desejando você, vivendo o ''nós''. Nunca tínhamos chegado tão perto, não importava o lugar, eu queria fazer parte de você.
Mas então, quando minha blusa saiu e suas mãos percorriam meu pescoço, desamarrando o nó do biquíni e as minhas já estavam arranhando seu peito nu, você parou, simplesmente não voltou para mim.
Tateou e me entregou uma caixa de veludo e um papel, fiquei maravilhada. Você iria ser meu primeiro namorado.
Calçou os chinelos, vestiu novamente a blusa, se virou e saiu. Simplesmente isso.
Mas eu não aceitei. Não li duas vezes o papel que dizia ADEUS. Mal olhei para o anel marcado com um SEMPRE VOU TE AMAR. Eu queria estar perto de você, proteger você, fazer parte de você. Sim, eu te amava. 
Corri para o mar, me joguei e me choquei com as ondas. O barulho sumiu. Nem me dei ao trabalho de voltar à superfície e tentar respirar. A água preenchia o vazio que você deixou e eu me entreguei a ela.


Mas você era tão rápido e nadava tão bem, conseguiu pegar meu corpo e levá-lo à areia.
Contudo, nada mais importava. Iria perder você de qualquer jeito. Quando você pronunciou as palavras que ansiei tanto por ouvir, o único fio de alma que havia me restado se foi e o EU TE AMO ainda vagava pela minha mente enquanto eu atravessava a ponte para o plano divino, deixando meu corpo absorver suas lágrimas e seu arrependimento. Mas aí, como dizem, já era tarde demais...

sábado, agosto 18

O livro de uma história


Quando eu era criança, adorava quando liam histórias para mim. Sonhava com o dia em que o príncipe encantado iria vir me buscar com um cavalo branco, que em meu primeiro beijo a perna iria se erguer, que o amor se desdobraria por qualquer obstáculo, que meu castelo seria longe da Pensilvânia e que se eu achasse algum caixão, a cruz do meu pescoço iria aniquilar qualquer coisa que estivesse dentro dele.

Cresci, meu desejo por histórias de reinos, anarquia e poder se dissolveu. Agora, prefiro o que está dentro do caixão. É. Já cai na real o suficiente para entender que príncipes simplesmente não existem.  Prefiro histórias sobre bruxos, vampiros, seres futurísticos, imortais, anjos, e qualquer coisa que não seja boa e perfeita o suficiente. Venhamos e convenhamos, nada que é bom o suficiente dura muuito tempo. 

Sabe do que mais? Já cansei da Chapeuzinho Vermelho ser ingênua e contar sua vida para um estranho e, ainda por cima, ser a mocinha da vez. Já cansei da Rapunzel se preocupar mais com a maciez do cabelo em vez de achar um jeito de sair da torre, sem sacrificar o príncipe a cair nos espinhos. Já cansei de A Branca de Neve aceitar comida de estranhos e ser a enganadinha. Já cansei de A Cinderela ser coitadinha o tempo inteiro e não bolar nenhum plano pra tirar as irmãs débeis do caminho. Enfim, já cansei de sempre, SEMPRE, achar um jeito melhor de terminar a história e não ser a princesinha da vez. 

Deve ser por isso que ninguém me entende. Por que ninguém pensa, ninguém cria, ninguém reage. Ficam chorando pelos cantos pra ver se algum Príncipe Idiota Encantado apareça. Eu?! Me divirto com os sapos. Mais se você for bruxo, imortal, vampiro, anjo ou qualquer outra coisa, PERFEITO! O caminho está livre para você. Só, por favor, não faça meu amor por essas histórias acabar também. Não vai querer ser o próximo a me magoar, não é? Afinal de contas, sempre arranjo um jeito de fazer o meu final pra qualquer história.  

Grade de Sonhos


Vivo nessa grade de sonhos, na fadiga de desejos, na prisão perpétua do acreditar.
Vivo arrependida de buscar a felicidade, perdida no sim e no não, viajando no bem ou no mal.
Vivo pensando em desistir, da vida, do mundo, de mim.
Vivo chorando, guardando, amando e odiando.
Vivo no vazio de respostas, nas dúvidas das perguntas, no medo de questionar.
Vivo assim, sem discutir, perguntar ou tentar.
Vivo na grade de sonhos, onde a felicidade é a chave para libertar.
Mas a tristeza mareja meu olhar, impedindo-me de enxergar a brecha para um ''Final Feliz''!

quarta-feira, junho 27

''Demonstre''


Quem nunca sentiu aquela coragem estranha, aquela vontade de desabar, aquele medo tomando conta devagarinho até percorrer todas as partes do corpo. É porque, ás vezes, nada e ninguém parece se importar. Se eu morresse hoje, faria alguma falta? 

Então, é isso que me pergunto antes de colocar os pés na rua: por que, por quem e pra que vale a pena viver e não acabar comigo agora mesmo. Não seria mais culpada por estar degradando o mundo e as pessoas. Não iriam mais lembrar de mim apenas pra pedir favores. Iriam lamentar por me perder? Não sei se alguém chegaria a tanto. 

Só acho que se valho a pena pra alguém, poderia começar a demonstrar logo. Estou cansada de joguinhos, de dizerem que sou difícil, de dizerem que não dá pra se aproximar por mim. Antes que eu faça alguma loucura.....

Estou com raiva de gastar rímel a toa. De passar pó, blush, sombra, lápis e rímel e tudo acabar numa enchente de lágrimas. Por favor, demonstre. Por favor (y'

quarta-feira, junho 20

¿Chorar?



Ás vezes, no silêncio da noite, quando o sono não vem e a coragem volta, apenas choro.

Choro porque não aguento mais essas músicas melodramáticas que só fazem as lembranças voltarem e não se repetirem. Choro para diminuir a tristeza que renasce dentro de mim, a cada dia. Choro para eliminar todos os sentimentos desse coração. Choro porque não sou de ferro e, sozinha, chorando, sei que as pessoas não vão me julgar.

Não podem me julgar, porque não sabem o que se passa dentro de mim. Por trás dessa menininha, gentil, educadinha, meiga e certinha, existe desespero e um rio que deságua no oceano das lágrimas de meus olhos. Choro porque não aguento apenas fingir um sorriso. Aliás, tem horas que nem um sorriso sei demonstrar. 

Choro porque quando não posso contar com ninguém, pelo menos o silêncio dos soluços me ouvem e me entendem. 

Choro porque não aguento mais esse mundo sem atitude, sem respeito, ignorante, onde todos sabem meu nome e não minha história. Onde sabem quantos sapatos eu tenho, não quem meu coração já amou ou ama, por quem eu derramei cada lágrima e pra quem eu dei os verdadeiros sorrisos.

Choro pra esquecer, de uma vez, todas as pessoas que falam de mim, mas não consigo. É inacreditável o poder do choro contra minha mente, me faz perdoar, mas não esquecer. E quando você pensar em me magoar, lembra que aqui dentro existe uma menina como as rochas, que tudo suporta e que nada esquece. 

Posso chorar todos os dias, mas quando eu te fazer chorar, você irá perceber como eu me sinto. E não vai gostar. Então, não me trate como trapo, porque não vou te tratar como seda. 

Aprendi a chorar, não a esquecer.

domingo, junho 17

Quando dá vontade de mudar...


Simplesmente não aguento mais essa vida apática do interior, onde tudo e todos tentam ser bonzinhos o tempo inteiro, onde não se pode revolucionar no estilo, na atitude ou na aparência, onde qualquer gesto seu pode modificar a forma das pessoas agirem contigo.

Não sirvo pra viver isolada mas, me obrigo. Não vivo para agradar os outros, mas sustento seus olhares denegrindo-me por dentro. E é assim que passo meus dias. A rotina que nunca muda, a ironia tomando conta de meus atos, a indiferença nos meus argumentos e a impossibilidade da liberdade.

Não é que não posso viver. Tento. Tenho verdadeiros amigos, é claro. Amo ler e transformo as páginas em minhas companhias diárias. Minha família não é perfeita, mas agradeço por ter uma. 

O problema é que não consigo escapar dessa rotina, escola/casa/cursos e queria ser livre para, pelo menos, não ser repreendida em coisas banais, para poder ter uma auto-estima e que ninguém tente acabar com ela.

É claro que sempre há pessoas que se mostram porque derrubam os outros, mas, é que sou tão nova e minha cabeça não consegue aceitar que mais pessoas me odeiam do que me amam. 

Quero mudar, ser feliz. Posso pintar meu cabelo de verde, colocar alguns piercing´s, fazer tatuagens em cada parte do corpo, raspar os lados do meu cabelo, andar de meia e chinelo pela cidade, mas, mesmo assim, não vai ser uma mudança verdadeira.

Pode chegar ao termo radical, mas nunca ao verdadeiro. Pode ser uma forma de chamar atenção e, é claro, de ser repreendida mais uma vez. Chegando, novamente, ao que me encontro agora. Com essa imensa vontade de mudar.